World Eaters METAL BAWKSES!

A grande decisão pro hobby em 2017 foi dar uma garibada no meu army de Chaos Space Marines. Eu não tenho muita cerimônia em vender e me desfazer de modelo velho se eu acho que eu consigo refazer com uma idéia melhor. Com essa mentalidade, assim saiu o Livro das Chaos Legions me motivei a produzir coisas dedicadas para cada uma das hostes traidoras.

Meu projeto é me enterrar até o pescoço mesmo e pintar e produzir os modelos dedicados pra cada uma das legiões e para cada uma das listas, então nada de esquema de cores genéricos e modelos que servem pra qualquer coisa. Cada lista que eu conseguir fazer terá seus próprios projetos e isso vai me abrir um leque muito legal de idéias, afinal de contas um Tanque de Emperor´s Children sempre será diferente de um de Death Guard, por exemplo. Sendo assim, elegi que World Eaters seria minha primeira parada, já fiz dois Helbrutes e agora é hora de dois Rhinos.

Ah, o humilde porém sempre acessível tanque de 35 pontos. Eu sou uma pessoa que já por mais de uma vez reconheci que tenho uma predileção pela Fase de Assalto e usar Rhinos pode parecer um contra-senso uma vez que eles não servem pra coordenar um assalto. Mas como dito e revisado na entrada dessa Legião, eles podem ter seu uso e com isso esses dois precisam estar na minha lista de jogo.

Como fazer então com que a caixinha de sapato mais famosa do jogo pareça genuinamente caótica?

Bem, com Durepoxi. Esperava o que? Azul e dourado?

Começando com um ‘X’ na capota, a gente vai fechando tudo e dando formato…

Ate que acabamos com um certo símbolo bem conhecido, ainda que precise de algum acabamento.

Vamos agora assentar essa massa e dar textura. As bordas foram feitas pressionando a massa contra a lataria, e as arestas mais finas foram com os dedos mesmo, “beliscando” por toda a área.

Estendendo isso pros dois tanques, ficamos com isso aqui pra trabalhar:

Para complementar a idéia, eu ainda coloquei bordas em cada uma das marcas para pintá-las como ossos expostos:

E que ficam muito bem acompanhados por chifres aleatórios para mais efeito gráfico:

Pois bem – Agora temos tanques que começam a poder serem considerados como algo MINIMAMENTE caótico pra se entrar na minha coleção.

Comecei com um primer preto, e separei essas cores aqui pra aplicar:

A idéia aqui é usar da técnica da esponja, e aproveitar que o primer preto já está no modelo para criar sombreamento quase que de maneira automática, também reduzindo a necessidade de highlight.

Essa textura de pintura manchada é inclusive o aspecto que eu pretendo ser consistente em pelo menos nas 4 Legiões dedicadas: Vermelho em World Eaters, Azul em Thousand Sons, Verde em Nurgle e Rosa/Roxo em Emperor’s Children.

A técnica é bem fácil: Começa pela cor mais escura, e vai subindo o tom até você ter um mosaico de cores similares pra deixar o olho ocupado. Na primeira foto, a aplicação inicial de Chaos Red da Army Painter.

Continuamos a aplicar as cores tendo certeza que nenhuma vai apagar a anterior até que finalmente com uma esponja e muita paciência, fizemos a cor básica de dois tanques, com um efeito que realça cada uma das muitas arestas do tanque sem precisar de uma linha de highlight!

O próximo passo é então dar início a nossa capota toda podre, e isso não deixa de ser desafiador num tanque que já está todo vermelho. O segredo aqui é variar o tom da cor inicial, que nesse caso foi P3 Sanguine Base.

Essa pintura não dá certo sem wash, então apliquei um pesado de Agrax Earthshade:

Seguido com o Drybrush de Vallejo Rotten Flesh

Depois com o alinhamento de cor com um Wash de Army Painter Red Shade

Depois mais um Drybrush, dessa vez de Vallejo Elf Skintone

E finalmente um Wash de Reikland Fleshshade pra trazer novamente todas as cores pra mesma paleta.

Terminada a carne da capota, é hora de pintarmos os ossos – que foram iniciados com uma base de Zandri Dust

Seguido de um Wash Nervoso de Agrax Earthshade

Um Dryubrush de Ushabti Bone

E um Wash leve de Seraphim Sepia.

Nesse momento temos toda a estrutura orgânica do tanque pronta, mas o que realmente VENDE a idéia não é só isso. É dar a impressao de esfolado, de dor, de carne que está sendo ferida AGORA, e pra isso nada melhor que BLOOD FOR THE BLOOD GOD!

Agora sim. Temos de fato algo que dá pra se orgulhar.

Daqui pra frente, vira preferência pessoal – Tem gente que dá por acabado e coloca o tanque na mesa de jogo nesse estágio. Eu gosto de brincar mais com os contrastes e colocar mais cores. Mais pontos que criem zonas onde o olho quer olhar e entender.

Para isso, eu vou fazer uma brincadeira com o esquema de cor dos World Eaters e ao invés de partir direto pro Bronze e pro Brass, eu primeiro vou isolar algumas áreas em metal cru.

Não só a cor combina com uma CAIXA DE METAL, mas cria a noção de algo ainda mecânico, funcional, e porém razoável de ainda estar funcionando. Essas áreas recebem o shade normal de Nuln Oil e Drybrush de Necron Coumpound.

Perceba que nesse estágio ainda não temos nenhum metal quente, mas eu quero segurar um pouco mais mesmo, e agora sujar os tracks do tanque. Farei isso com a tinta Técnica Agrellan Earth da Citadel, que aplicada é um bege sem graça:

Mas depois que seca racha como chão sob o sol:

Agora basta deixar o tom dela mais terroso com sucessivos washes de Agrax Earthshade:

Para AGORA SIM, completarmos o esquema de com com os metais quentes. Não existem muito mais áreas onde falta pintar no tanque, e mesmo assim precisamos fechar o uso das cores. Minha solução é adicionar detalhes na forma de correntes de loja de bijuteria:

Sem muito criério mesmo, apenas com um detalhe: Procurei colar as correntes em pontos onde o elo “some” nos vincos do teto para então esconder o ponto da cola com uma tonelada de BLOOD FOR THE BLOOD GOD em cima:

Com todas as correntes aplicadas, finalizamos então mais dois modelos num já bem produtivo ano!

Minha lista de World Eaters avença muito bem! Falta de fato um Dreadclaw e um monte de Bikers chegarem para eu pintar e daí jogar.

Daí estudarei qual a próxima Legion em seguida. Alguma sugestão?

 

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