Adoro Hellbrutes. Sempre gostei do conceito na verdade – Uma máquina que funciona na base da tortura e que por isso é menos confiável e sujeita a efeitos dramáticos. É verdade também que estes efeitos em edições passadas eram bem mais limitadores e era realmente complicado colocar um Chaos Dreadnought em jogo e esperar grandes coisas – Fato esse que fez com que esse modelo não visse muito jogo por muito tempo. Atualmente as regras aleatórias ainda existem, mas são mais um SABOR do modelo do que de fato uma desvantagem. Sendo assim, é hora de por alguns em jogo.

Neste ano quero extrair o máximo que eu consigo das Traitor Legions (Isso se a GW não trocar tudo pra oitava edição e invalidar esse post… volte aqui lá pelo meio do ano para verificar, hehe) com listas e modelos dedicados por facção e com isso existem muitos projetos que fazem mais sentido ter e que são melhores se estiverem numa lista de uma certa Legion do que de outra. Pra mim, é o caso desses dois Brutes aqui:

Quando eles foram pintados eles estavam seguindo meu esquema geral de “Tem que ser Iron Warriors” de um Codex de 2012 que ainda não possuía especializações. Depois de estar com o livro novo por algumas semanas, notei então que eles fazem mais sentido nas minhas listas de World Eaters e portanto para que eu não jogasse modelos perfeitamente bons fora, ou começasse do zero, achei por bem iniciar 2017 com uma “Re-Conversão” deles.

Que como não poderia deixar de ser, envolve Dremel:

Bastava ter re-pintado a lataria de vermelho? Claro que sim! Mas este blog não seria este blog se eu me contentasse apenas com isso, não é mesmo? Além do mais, Helbrutes são pelo fluff um Marine que deveria estar morto, reanimado perpetuamente num constante estado de tortura – É um Zumbi VIDALOKA, então POR QUE não sacrificar algum Loyal Scum no processo? Digamos assim… um Ultramarine, que tal?

E um Raven Guard, por que não?

O Ultrasmurf era meu mesmo de muito tempo atrás que eu usei para um Workshop de pintura. O Raven foi gentilmente cedido pelo Francisco do Tropas Polares sob a condiçao que ele continuasse a ser um Raven, e eu estou perfeitamente ok com isso – Obrigado, man!

Embora ele não tenha dito NADA a respeito de mutilação violenta e desnecessária dos Braços e pernas!

MUITO MENOS ele SEQUER COMENTOU sobre FUSÃO ORGÂNICA com MÁQUINAS PROFANAS:

Ou ainda chifres e fagocitação de corpo reanimado:

Enfim, ainda foi tudo feito conforme o que foi pré estabelecido.

Isso resolvido, re-apliquei uma camada de Abaddon Black nas armaduras para servir de base para a Plate Vermelha que se espera da Legion.

Quero usar texturização nas Legions por várias razões – Adiciona mais profundidade ao look, e em grande escala, quando tiver que pintar infantaria vai ser fácil de aplicar o shading e o Highlight em 30, 50 modelos de uma vez. Sendo assim, a idéia é aplicar com esponja as seguintes cores da esquerda pra direita:

A idéia é construir um aspecto marmorizado aos poucos, deixando os tons de cores se sobrepondo naturalmente

Ao final da composição e antes do Glaze, completar os detalhes com craquelados – Aqui, feitos com Ushabti Bone:

O próximo passo é refazer os Trims primeiramente com uma camada de Balthasar Gold

E fazer os highlights de P3 Brass Balls. Nesse estágio eu também apliquei um shade pesado apenas nas bordas das plates de Agrax Earthshade para corrigir o contraste, e o Glaze de Bloodletter na plate vermelha toda para alinhar a cor.

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Parti então para os metais frios e detalhes. Dois detalhes na foto a seguir – Perceba o Glaze já aplicado no Ushabti Bone como já harmoniza as cores numa composição única, e que o olho do Power Fist foi pintado com P3 Quicksilver, que é o metal mais claro que eu tenho.

A razão disso é poder testar as tintas novas da GW, que precisam de uma base brilhante pra funcionar:

E cara, não é nada mal, hein? Esse brilho se mantém mesmo depois de curado criando – não surpeendentemente – Um aspecto de pedra preciosa! UHU! Em suma, recomendo principalmente pros meus amigos Filthy Eldar Player.

Finalizando a conversão, acertei as cores dos Marines pintando novamente, mas mantendo os schemes so pra ter certeza que as cores iriam se alinhar. O Ultra acabei por optar deixar num tom um pouco mais brilhante.

E o Raven mantive o mais fiel possível a que foi o presente que me foi dado, embora ele esteja retalhado, sem braços, pernas, com sequelas emocionais e torturado pelo resto de sua vida leal maldita:

Em seguida apliquei a base de Chaos Red da Army Painter, seguida de wash de Agrax Earthshade:

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Depois um Drybrush de Camo Green:

Realinhei o tom com um Wash de Army Painter Red Shade

Finalmente um Drybrush de Vallejo Elf Skintone

E dois Washes finais de Roxo nos tendões e Skintone na textura de carne. Na foto abaixo, já havia aplicado os Basecoats de Zandri Dust nos ossos também.

No final, ficamos com dois novos Helbrutes num projeto rápido que tomou exatamente a sexta, o sábado e o domingo de ano novo e já inicia os trabalhos para 2017 dentro do Masterplan das Chaos Legions!