Chaos Warhound…cat…something… Titan!!!

Eu já te aviso que esse post é grande. Enorme. Se você é daqueles que de fato lê o que eu escrevo (obrigado!), fique avisado que ele tem mais de duzentas fotos, a minha usual verborragia e a maior quantidade possível de detalhe que eu consigo colocar. Na prática, que esse post faça justiça ao tamanho do projeto que eu me meti nesses últimos meses e que eu espero agora poder compartilhar com vocês. Senhoras e Senhores, meu primeiro Titan!

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Eis o Lucius Pattern Warhound da Forge World. É essa belezinha que nós vamos pintar. Claro que não desse jeito…. argh… LEAL.

 

Por que um Titan?

Primeiro porque eu tirei esse ano pra fazer projeto grande. 

Segundo… Por que NÃO um Titan? Na teoria um modelo desses não é muito diferente de pintar um grande número de modelos menores. Talvez a grande diferença neste projeto é que ao final todos os modelos que você pintou vão se juntar para fazer algo maior. Sendo assim não se trata muito de ser um desafio de dificuldade de pintura mas talvez de harmonia visual, de organização e de um pouco de disciplina para que sua idéia ao final não pareça desconexa ou feia.

E Por Que Agora?

Primeiro que existe completa abertura e apoio no Meta de Curitiba para esse tipo de abuso. Não só aqui temos Apocalypses bem legais e jogadores mais veteranos que gostam de se dedicar a esse tipo de projeto (então é algo que vai ver jogo de vez em quando pra justificar o investimento), mas também porque vamos combinar que este é um blog de conversões e pintura de modo que me parece ÓBVIO que pintar um treco desses deve ser legal!

Tirando da Caixa

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Aqui uma PARTE dos bits do Bicho. Tudo isso precisa ser limpo, desentortado, com suas linhas de molde removidas e pronto pra brincar, senão nem adianta querer começar.

Não há como negar. Basta separar as peças pra lavar tudo e preparar que você sabe que você está diante de um desafio que não é seu Space Marine comum. Não só sua idéia de pintura vai precisar ser consistente no modelo todo como também toda a montagem precisa seguir um certo ritual, ter uma certa paciência. É isso ou arriscar que 3Kg de resina cedam no próprio peso além de qualquer tipo de salvação.

Em suma, não é fácil não. Precisa de plano e demorou alguns dias pra trabalhar em todas as peças removendo bolhas, arrumando a orientação e de fato pensando NO QUE eu queria fazer.

Pensando e Planejando

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Não há como “cair de cabeça” num modelo desse sem antes de no mínimo nos dedicarmos algum tempo – dias – pra realmente estudar e entender os encaixes e como cada peça se relaciona. Conhecendo tudo nesse nível te permite brincar com as estruturas e derivar coisas mais interessantes, então não pule essa experiência – Brinque bastante com as poses e a idéia que você tem.

A imagem acima ilustra justamente isso – Pode parecer uma perda de tempo mas organizar as peças que vão juntas e de fato ebasntendendo como cada uma conversava é que fez com que a minha idéia começasse a se formar.

Então Você Começou Pela Base Mesmo?

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E se for ver depois, acho que a base até ficou apertada.

Sim. Resina pega muito detalhe mas é algo frágil. Sendo assim eu quero colocar meu trabalho numa base grande, pesada e resistente o mais cedo possível. No detalhe, eis a maior bandeja oval de MDF que eu consegui encontrar e se a memória me serve, custou por volta de 15 Reais. Em jogo isso pode se tornar um problema espacial, eu sei, mas bem da verdade eu não ligo muito: Em jogos onde fará sentido ter um Warhound é bem provável que espaço na mesa não seja um problema.

Tem outra vantagem. Colocando tudo na base cedo, vou minimizar o contato da minha mão com o modelo o que faz com que não tenha descascamento de tinta em partes mais chatas até tudo receber verniz e vai me ajudar também a carregar e girar tudo por aí. Sendo assim, muito antes de começar a colar as peças do robô, eu já estava colando casinha no cenário:

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Cenários Modulares da Pegasus Hobbies. Recomendados para jogo e para pinturas pretensionsas 😛

Esses kits são sobras da mesa de 40k que fiz para a Manticore e eu sabia que eles seriam úteis qualquer dia desses. Nesse ponto eu estava brincando com o layout das peças e como eu iria dispor cada parede de modo que não bloqueasse nenhum ângulo legal do Titan. Isso mostra outro problema de se brincar com um modelo tão brutal – Você passa mais tempo testando encaixes e marcando exatamente onde cada peça tem que colar e sua angulação nos primeiros dias do que de fato colocando cor nas coisas. Enfim, parte do desafio eu acho.

Molto Bene – Depois de acertar as cores dessas peças com uma nova camada base de cinzas e Drybrushes, marquei a posição final na base, deixando indicado a caneta os pontos de cola e cada detalhe que tivesse que ser desenvolvido.

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O que eu quero fazer é uma base simples mas que funcione bem em qualquer mesa. Portanto não há o que inventar muito. Areia, pedras e pisos quebrados. Para tanto, começamos os trabalhos com Durepoxi, cobrindo as áreas que eu havia decidido que seriam o piso interno dessa estrutura em ruínas:

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Continuei então a marcar as pedras com um estilete:

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Até deixar bem detalhado:

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Apliquei o restante dos pisos na base:

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E pintei tudo usando Stonewall Grey de basecoat, com Drybrush de Terminatus Stone mais um Wash de Sepia pra sujar e envelhecer tudo:

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As ruínas então ganham detalhamento demarcando detalhes e estrururas metálicas que funcionam bem como peça de contraste e trazem variedade pra quem olhar pra base:

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Após os Washes de Strong Tone terem secado, fixei as estruturas em seus devidos lugares com uma boa camada de Prego Liquido:

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Até que finalmente eu gasto um tubo inteiro de cola branca pra colocar a textura no chão com um misto de areias de diversas variedades pra termos uma textura interessante pra quem olhar:

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Agora que eu tinha noção especial de onde literalmente eu consegui pisar com o modelo, eu comecei a calcular onde eu queria os pés do bicho:

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Tomada a decisão de que o ideal seria deixar ambos os pés planos no chão reto, colei as peças do pé permanentemente e reservei.

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Encerrei a base por hora para que essas pedras secassem. Já havia chegado num ponto onde eu podia começar a montar o modelo sem me preocupar com espaços úteis futuramente.

Aliás, eis algo que você vai notar frequentemente neste post – Não há ordem de pintura. THERE IS ONLY CHAOS.

Iniciando a Montagem do Titan

Resina is a cruel bitch – Você pode lixar, você pode limpar e você pode até achar que está tudo bem. Mas é só as peças se juntarem pra você ir achando pequenos probleminhas como encaixes desalinhados e linhas mais proeminentes:

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E não tem muito jeito não – Tem que ir lixando, acertando e rebocando até tudo ir ficando no lugar. Emendas são esperáveis e vez ou outra você precisa unir tudo com massa.

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Eventualmente você termina aquele módulo. O ritual meio que se repetiu em todas as partes – Limpa, testa, limpa de novo, cola tudo, espera um dia ou dois pra tudo ficar firme no lugar. Não se pode ter pressa.

Seja como for, eis o torso!!

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De outro ângulo…

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Decisões de Projeto: Interior (E eu soo como um decorador hahaha)

Já com uma idéia bem razoável do que fazer nessa altura, tive que tomar minha primeira decisão de projeto: Pintar e fazer com que os interiores do modelo fossem aparentes ou aproveitar o espaço para fazer algo PODEROSO E ÉPICO?

POWER! UNLIMITED POWER!

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Ok, foi aqui que a brincadeira REALMENTE começou pra mim – Afinal, a missão era converter o Titan para um Chaos Warhound, mas sem necessariamente apagar completamente as características visuais que fazem o modelo ser o que ele é, senão não tinha porque ter comprado o modelo.

Foi nessa hora que a decisão de não pintar os interiores veio a calhar – Não só usei esse espaço pra criar algo que no final terá um design BEM exclusivo como na prática eu estou usando os espaços negativos para colocar massa e consequentemente ganhar bastante integridade estrutural.

Em outras palavras vai ser um Titan único e resistente, porém ele não abre. OK, eu posso viver com isso.

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Essa primeira aplicação de Durepoxi teve por objetivo criar a altura necessária para que eu pudesse unir essas duas metades do modelo com esse bit aqui:

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Trata-se da Coluna do Kaladrax, da linha Bones da Reaper que eu já tinha fazia bastante tempo e desde então vinha esperando a oportunidade certa de usar em algum projeto. Para minha sorte, era da largura perfeira para colocarmos uma espinha nesse robô gigante:

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Depois do primeiro contato com a cola, reforcei os encaixes:

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E aumentei a estrutura de modo que depois que fosse pintado o osso fosse realmente parte do corpo do Robot Daemon From Seven Hells with Laser Cannons que estamos criando:

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Excessos de massa foram dobrados e colocados pra fora e em cada encaixe, tomando todo o corpo do titan pelo corpo do Daemon, dando o look classicamente INFECTADO que eu busco:

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Finalmente, colei o quadril do Warhound com Prego Líquido

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Pra finalizar o volume, usei o Tentacle Maker, pendendo cabos de força no torso dele todo, dando a impressão Dark Mechanicus Trabalhando na Sexta Feira as 5 da tarde que eu tanto gosto:

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O mesmo processo de montagem se repetiu com todas as peças – Limpeza, lixamento, alinhamento, correção e CAOTIFICAÇÃO SEM LÓGICA OU DIRECIONAMENTO.

E estávamos apenas esquentando, mowhahahaha…

Pintando, Enfim!

Com todas as sub-seções montadas, era finalmente chegada a hora de tacar Imperial Primer nessa coisa toda.

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E finalmente decidir a cor – Bem a minha idéia geral sobre Titans é que não importa o que você faça, geralmente eles vão aparecer na mesa um pouquinho mais do que as outras pinturas. Ainda assim, considerando Chaos Marks que eu posso por e custo final, resolve pintar Khorne Style, vermelhão mesmo, porém com um efeito respingado, sem nada chapado. Quase como se as placas de armadura fossem perpetuamente pintadas por sangue.

Afinal, Khorne.

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Sendo assim, o Material de pintura escolhido foi a série de tintas vermelhas da Army Painter: Chaos Red, Bright Red e Orange Red, uma esponjinha de loja de arte e paciência:

No efeito que eu queria chegar, era importante valorizar camadas e camadas de respingos vermelhos e isso pode ser obtido diluindo a tinta um pouco mais do que o habitual, bem líquida mesmo.

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E daí partir pra primeira camada aplicando hã…. GENTIS PANCADINHAS no modelo todo:

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Certamente que na primeira passada o efeito fica bem sem graça, porque não existe variação de cor, mas a gente pode já conferir um shading que a gente ganha meio que “de graça”, afinal a esponja não entra nos cantos mais profundos, mas isso acaba sendo bem desejável:

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Daí pra frente basta continuar variando as cores, cada vez mais claras ao longo de todas as placas de armadura, construindo o efeito final com amor e paciência:

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Efeito esse que fica bem legal em especial nos espaços mais planos e abertos! Com todas as peças mais trabalhadas, olhando de longe já podemos ver o destaque e o interesse visual que a composição cria, e é bem legal!

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Mas ainda tem mais um segredinho – Vermelho “chega muito rápido” no olho, e com isso é importante destacar os espaços positivos também com um highlight de laranja brilhante nas arestas. É este acabamento que “vende” o efeito todo e faz ficar interessante:

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Você também deve ter notado esses talhos nas arestas das placas de armadura. Isso foi de propósito. Eu passei uma lima de ponta triangular aleatoriamente no modelo todo pra gastar a estrutura dele um pouco e mais pra frente fazer alguma brincadeira com isso, deixando mais variedade visual.

O próximo passo seria basicamente começar a destacar os metais e as cores de contraste, mas daí a TRAGÉDIA SE ABATEU:

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Oh sim, eu deixei o torso todo do bicho cair no chão e espatifar o ombro direito no processo.

Note que olhando as coisas por um lado otimista, tudo o que eu perdi foi um lasco da armadura, uma vez que nessa altura do campeonato o Titan já era um tijolo de Durepoxi Curado nas suas entranhas e resistiu a pancada relativamente sem danos.

Mas novamente – Este é um blog de pinturas e conversões! Então nem por isso a gente se abate. Se a vida te dá um Titan quebrado, você ENTRA MAIS AINDA DE CABEÇA NO WARP!

Primeiro você preenche o espaço novamente:

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E depois você coloca chifres e assimetria a gosto:

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Deixa a massa curar e corrige as marcas de digital criando textura com o Dremel:

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E pronto. Fazendo o melhor da situação, for the Glory of Chaos. MOVING ON…

Podrificando

É chegado o ponto onde parecia uma boa idéia colocar a cor desse monte de massa que lá habitava a carcaça do meu robozão e bem, não havia muito o que inventar além da já conhecida receita padrão de carne do Evil Fluffy Creatures.

Basecoat de um vermelho com o tom mais escuro – Aqui neste caso Chaos Red da Army Painter:

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Seguido de um Wash de Strong Tone

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E um Primeiro Drybrush de Vallejo Dead Flesh

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Finalmente, um Segundo Wash de Vallejo Fleshtone, e correções aqui e alí e Elf Flesh.

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Com tudo bem encaminhado, era hora de valorizar um pouco esse OSSADA toda e pra isso fiz um basecoat de P3 Jackbone:

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Seguido de um Wash de Strong Tone.

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Teremos MAIS OSSOS neste Titan, então eles ainda não estão com a sua pintura finalizada. Seja como for, é um ponto bom para passarmos pro resto dos materiais metálicos – de cor prateada agora para dar contraste e não cansar a vista na composição.

Basecoat de Army Painter Gunmetal Grey

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E – Por razões econômicas – um primeiro Wash de Tinta a óleo com solvente para não torrar uma garrafinha toda de Wash em peças que ainda iriam sumir com mais camadas no futuro:

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A cor Preto de Marte é meramente por ser uma cor Fluffy 😛

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Obtendo esse resultado:

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Colocando Mais Ossos

Com o modelo chegando neste estágio eu ainda achava que ele poderia ganhar algo mais agressivo, mais imponente – Afinal, não me esqueci que eu SOTERREI o interior dele todo em massa, e trabalho por trabalho me parecia um tanto preguiçoso varrer tanto bit bom assim pra debaixo do tapete. Mais importante: O Warhound ainda era LEAL DEMAIS.

Sendo assim, resolvi alinhar com os meus temas atuais, e construí uma fila de ossos na parte de cima… algo como uma coroa, ou mesmo um troféu.

Fazer osso é bem fácil. Você precisa de um cone de Durepoxi Torto no lugar que você quer primeiramente:

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Em seguida, você quer fazer o que eu chamo de “armação” – que é nada mais que deixar um fio de Super Bonder correr pela altura do osso. Isso vai colar apenas essa região, fazendo com que a massa não ceda no próprio peso e o osso não se feche ainda mole de um dia pro outro.

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Com tudo bem curado, eu ainda dei um acabamento em cada uma das bases, contornando os ossos com mais massa, dando a impressão que eles estão enraizados no modelo e não saindo do nada, sem dano algum:

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Ainda é importante remover as impressões digitais senão na hora de pintar fica feio. Pra isso, passei (com tooooda a paciência do mundo) um dremel com ponta de gravação em cada um dos dentes, criando “vales” pro Wash correr e dar tridimensionalidade.

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Brincando Com Metal Líquido

Enquanto essa MAÇAROCA toda curava, era chegada a hora de começar os detalhamentos com metais dourados e quentes. Para tanto, finalmente tive uma excelente oportunidade de estrear essa belezoca aqui:

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Essas são as tintas da série Liquid Metals! São tintas no mínimo esquisitas de se trabalhar, mas com resultados sensacionais. Olha só:

A primeira coisa que a gente nota é que o solvente dela é álcool isopropílico – Sim, colocar água nessa tinta ENFERRUJA o pigmento – Sendo assim, ela seca muito, mas muito rápido. Por outro lado ela rende bastante também. O Pulo do gato dessa tinta é a pigmentação dela, que contém grãos ultra finos de metal de verdade, o que confere um acabamento MUITO mais realista.

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Pra se ter uma idéia, olha essa mesma cor de cobre aplicada em alguns modelos:

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Fantástico, não? Olha agora as cores Red Gold e Yellow Gold aplicadas como Base e Highlight desse Stormcast Eternal que eu fiz de teste:

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Não sei quanto a vocês, mas essa cor não sai mais do meu estojo.

Mal posso esperar pra fazer algo da Black Legion com ela! E ainda dá pra fazer Wash, drybrush, enfim, usar normalmente depois que estiver tudo adequadamente seco. É mais uma boa ferramenta mas que não uma revolução que faz com que você tenha que mudar totalmente a forma que você pinta. É apenas um metálico.

Com um resultado RIDICULAMENTE superior, é verdade.

Enfim, Liquid Copper no Plasma Cannon:

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E Red Gold nos detalhes da armadura:

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Em Chamas!

Ainda No Plasma cannon, tive um problema de cast que acabou por se transformar numa boa idéia – A parte mais interna da Plasma Gun veio com muitas bolhas a ponto de dar bastante trabalho de consertar. Então, ao invés de tentar fazer algo que ia ficar só mais ou menos bom, abacei o capeta, e resolvi deixar tudo um pouquinho mais épico com Greenstuff:

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Coloquei uma quantidade razoável no coil da arma:

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E fui apertando e puxando a massa:

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Até formar chamas!

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Cobrindo a extensão toda da arma…

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Estas depois foram pintadas de branco, recebendo vários Drybrushes de Vallejo Hexed Lichen:

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E glazes de Citadel Guilliman Blue, criando Warpfire – Muito mais em linha com o tema do modelo.

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Ainda aplicando os Liquid Metals, finalizei os trims de armadura por todas as peças, criando contrastes bem legais:

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Finalmente Montando. Ou quase.

Havia chegado a um ponto onde era possível começar a pensar em colocar o modelo de pé. Para tanto era necessário finalizar a base que eu havia deixado pela metade no início do post. O que eu fiz foi cobrir tudo com P3 Battlefield Brown:

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E depois de um Wash Pesado de Preto, passei um Drybrush de Citadel Ushabti Bone e mais um Wash de Sepia para finalizar:
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Desse modo, colei os pés com Prego Líquido nas demarcações que eu já havia calculado antes:

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E coloquei esse pedaço pra curar por um dia todo. Nesse meio tempo, era hora de continuar com mais detalhes. Era chegada a hora de pensar na cabeça do modelo.

E bem, eu não gosto daquela parte nele. Sério. Não é legal.

Não pra Chaos, pelo menos. Quadrada e “simples” demais, trata-se de um Bit “comportado” que a medida que eu ia mexendo com o meu modelo eu ia vendo que não haveria espaço pra ele. Sendo assim, eu parei as atividades no Titan por quase um mês, porque fui atrás de um site na China que faz réplicas veterinárias, finalmente chegando a ISSO!

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OH YES. Uma réplica de Crânio de Gato que eu achei no Ali Express – Coincidência ou não, tinha o tamanho EXATO da cabeça do Warhound e bem… pro meu caso iria ficar EXTREMAMENTE mais legal.

Muito embora meu modelo passasse de um Warhound pra Hellcat…?

Ok, eu consigo viver com isso.

Pra colocar a cabeça no lugar então, continuei a dar a impressão que o centro do meu modelo era orgânico, criando pele e carne pra cabeça se apoiar:

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Com um COTOCO das vértebras que me sobraram do Kaladrax, fiz um ponto de fixação

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E uni tudo junto! Completei o serviço com mais cabos de Durepoxi feitos com o Tentacle Maker – Estes com uma função dupla – Decorativa e de segurança, uma vez que a forma que eu os coloquei formavam uma espécie de “garra” pra cabeça parar no lugar.

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Com tudo feito e devidamente curado, continuei a pintar todos os ossos com um Base de P3 Jackbone…

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Um Wash de Strong Tone

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Seguido de sucessivos Drybrushes de Citadel Terminatus Stone e Washes de Sépia.

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Devo ter feito algo legal, porque todo mundo que viu essas duas fotos de cima peguntou se eu de fato havia usado o crânio de um animal morto de verdade.

E Não, eu não matei um gato meu.

Com os ossos devidamente pintados, era hora de colocar alguma VIDA nos tecidos, e pra isso, em todas as arestas onde a massa de Durepoxi se estendia e os ossos se conectavam, eu apliquei ma camada muito fina de Citadel Blood for The Blood God, obtendo um resultado gloriosamente realista!

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Ajudou muito no efeito pintar a base dos ossos e da divisão entre carne e lata:

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O Crãnio em destque abaixo também mostra como esse vermelho trabalhou bem:

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Foi nesse momento onde eu passei pasta de ferro nas arestas para termos alguma ferrugem mais pro fim da pintura, criando mais um contraste visual no final:

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E com tudo isso finalmente feito, dava pra se começar a concentrar em fazer o modelo parar de pé.

Pra isso eu usei TODAS as colas legais 😛

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E pinagem:

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Com um PREGO pra se ter certeza:

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Pra juntar tudo, ainda coloquei cola CUBA DE PIA nos sockets dos pés.

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E Deixei tudo curar por 3 dias inteiros. Finalmente, o bicho começava a querer mostrar serviço!

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E a partir do momento que ele começou a parar de pé, redobrei minha atenção com as juntas, tendo certeza que eu havia reforçado todos os pontos onde eu sentia que deveria haver mais integridade estrutural. Para tanto, fechei todos os encaixes e possíveis pontos onde o modelo poderia ceder a longo prazo com Durepoxi, colocando mais carne especialmente nas juntas. Deixou tudo alinhado com o tema e mais seguro:

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Reforços esses que me deixaram brincar com mais mutações ainda:

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E finalizar tudo com uma estrutura de tendões, ao invés de pistões – estes muito frágeis e meio sem graça pro modelo:

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Que logicamente em seguida teve todas as novas partes pintadas com a mesma receita já usada:

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As outras juntas mais fortes também foram reforçadas por prego líquido e cola de cuba de pia.

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E paciência. Muita. mas muita paciência.

Até o presente momento então estávamos com:

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Quase lá, mas eu ainda tinha alguns outros truques na manga.

O Senhor Estevão ao ver o que eu tinha em mente, havia me sugerido colocar alguma assimetria no crânio puxando para algo mais steampunk, como adicionar um olho biônico em um dos lados para quebrar a simetria. Adorei a idéia e para tanto, peguei uma bolinha de Durepoxi curado que sobrou e usei em um outro Bit que eu já tinha guardado do Lord of Skulls:

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Colquei a bola de Durepoxi na parte interna do Bit, fazendo uma pupila…

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E depois isto ao crânio, emendando tudo:

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Mais cabos reforçam a junção de todos os módulos, se prendendo por detrás do osso.

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A pintura do olho foi feita com roxos, progressivamente mais claros até obtermos um meio quase branco:

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Até que finalmente as placas de armadura acessórias foram presas em seus lugares, e as arestas começaram a ganhar ferrugem. Cada braço foi pro seu lugar também:

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Finalmente as armas receberam uma limpeza de borrões e uma garibada nos seus highlights:

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Acabamentos

Colquei reflexo do Plasma Cannon fazendo um truque que e já usei antes que é aplicar o Giz Pastel Seco com o dedo, “maquiando” o bit, criando transições e sensação de brilho sem muito sofrimento com glazes, aerógrafos ou tintas diluídas:

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Já de volta na base, coloquei uma última cor adicionando grama em tudo:

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Espalhei também algumas correntes pelo modelo para dar mais uma camada de variedade:

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E finalizei depois de quase três meses de trabalho com uma leve OSL nos ombros e crânio para refletir o brilho do Plasma Cannon.

Eis que finalmente, e com muito orgulho, eu lhes dou as fotos do meu primeiro Titan finalizado! Clique nas fotos pra engrandalhecer.

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Alguns detalhes interessantes

  • Este modelo tem 32cm de altura e um peso final de mais de 4Kg! Derrubar ele no chão NÃO É uma opção.
  • Foram exatamente 4 Caixas de 250g de Durepoxi, cada uma custando R$13,60, ou seja, quase 60 Reais em osso e carne podre \o/
  • Foram 2 Bisnagas de Prego Líquido
  • Pelo menos duas semana – em tempo corrido – só OLHANDO PRA ELE esperando colas secarem, reagentes enferrujarem e massas assentarem antes de continuar.

E se eu não fui claro ainda – Sim, pintar um Titan dá um trabalho enorme. Exige tempo, dedicação e paciência e ao final você será apenas recompensado por quanto esforço você colocou nele. Valeu a pena? Claro! É muito divertido de fazer e é uma mudança de paradigma muito legal ver aquele saco de bits depois resultando num modelo REALMENTE grande e imponente. Ainda assim é cansativo e toma tempo. É uma experiência que eu recomendo e garanto pra vocês que não houve satisfação maior que a minha ao ver que o bando de modificações que eu fiz resultou em algo que meus Chaos Space Marines podem se orgulhar de ter na garagem pra quando precisar.

E aí – Apocalypse quando agora?

 

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