An’ggrath The Unbound!

Batalhas passadas inspiram pinturas futuras e como prometido em Reports anteriores, eis que retorno do meu sono de MESES neste Blog para pintar um modelo que eu sempre quis fazer: An’Ggrath the Un bound!

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“Ele é grande, ele é peludo. Ele gosta de aparecer. Vem vem dançar com o Tchutchucão!”

O motivo não podia ser mais simples – No Battle Report que eu mencionei acima, meu Bloodthirster morreu sem nem chegar PERTO do combate e isso é motivo mais que suficiente para que uma AMARGA VINGANÇA RANCOROSA atinja o Lucca mais cedo ou mais tarde 😛

Sendo assim, eu poderia ser uma pessoa madura, estudar estratégias, dividir a pontuação gastar em menos modelos, colocar mais melta guns MAS NÃO: A gente vai invocar um bicho MAIOR porque a gente não tem medo de brincar com o Warp e com isso criar uma oportunidade de conversão legal no processo.

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Confesso que eu me enrolei um pouco pra mexer nesse modelo esperando uma boa inspiração. Afinal, ele já vinha com muito detalhe bonito e dava pena alterar qualquer coisa. No fim a idéia veio numa conversa com o Paulo onde ele mencionou que pra fugir um pouco do já manjado Color Scheme vermelho que um Bloodthister tem, eu poderia olhar mais pra cores frias e com isso me mandou uma foto do Illidan Stormrage do WOW:

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Montagem

Adorei a combinação das cores e como me deu algumas idéias não de copiar completamente, mas criar algo legal em cima disso. Comecei estudando o modelo, e fazendo algumas marcações de caneta no corpo pra meio que calcular onde e como eu poderia marcar essas cicatrizes/tatuagens de clubber tribal dele.

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Depois de algum estudo e nenhuma consideração de risco eu acabei por decidir de demarcar o corpo todo dele com um relevo negativo ao invés de simplesmente pintar um freehand toscão por cima. A vantagem de gravar essas detalhes é justamente pode contar com um pouquinho a mais de tinta e com isso inventar alguma moda mais pra frente. Para tanto, peguei a ponta de gravação do Dremel:

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Me preparei adequadamente pra nuvem de pó de resina que ia acontecer:

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E iniciei os trabalhos. Pra tentar mitigar um pouco do pó (e não matar minha família), passei o dremel nas peças debaixo da torneira do banheiro o que ajudou bastante. Quase não levantou cheiro forte e eu estou vivo e bem.

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Ao final do processo, acabei ficando com essas demarcações que se por um lado dão pena por comer alguns detalhes desse lindo modelo, por outro criam novas e excelentes oportunidades:

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O próximo passo foi inventar moda porque tem um detalhe que me incomoda bastante no modelo original: O Chicote.

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São dois bits de resina BEM frágeis que se estendem pra frente sem suporte nenhum. O tamanho dele é quase a altura do bicho!

Por se tratar de um modelo enorme, ruim de se guardar em um armário decidi então fazer um novo chicote que ocupasse menos espaço.

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Parte dessa conversão envolve também trocar o  machado de mão e esse foi meu próximo passo.

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Depois de tudo colado, a mudança ficou bem adequada:

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A mão original então foi acertada com o estilete para ficar sem esse cabo.
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Essa parte deu medinho de fazer porque chega muito perto dos detalhes que eu quero preservar então foi feita com calma e cuidado até que tudo ficou bem razoável.
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O próximo passo foi montar tudo junto, e pra isso usei de técnicas BEM SUTIS. Um furo na cintura

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Usei um prego sem cabeça pra pinar tudo

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E finalmente um coquetel de Super Bonder no furo, Prego Líquido no centro e Durepoxi nas bordas pra tapar qualquer defeito na resina.

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Coloquei tudo pra secar por uns dois dias só pra garantir.

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Duas demãos de primer depois e finalmente vamos pintar.

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Pintando

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Os trabalhos são iniciados com um basecoat na pele toda de Vallejo Hexed Lichen:

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Usei duas demãos diluídas pra ter certeza que os detalhes finos não seriam perdidos. Em seguida usei um Drybrush de Vallejo Royal Purple

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E um Drybrush de Citadel Lucius Lilac, demarcando as áreas mais altas.

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Finalizei a composição da cor com um Wash bem pesado de Citadel Druchii Violet. Isso demarcou as linhas que eu havia criado com o Dremel e pavimentou o caminhos pros detalhes que viriam em seguida:

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Por conta desses detalhes, você deve ter percebido que eu não coloquei a ombreira do modelo original e não pretendo por. Esse bit esconde muito do que eu fiz, e acabei decidindo que não valeria a pena.

O próximo passo foi cuidar dos metais e dos chifres. A armadura foi composta de um Basecoat de Army Painter Gun Metal, wash de Citadel Nuln Oil e Drybrush de Citadel Necron Compound, criando um contraste legal com a pele roxa.

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Os chifres e as patas receberam um basecoat de P3 Jackbone e os detalhes da armadura receberam Vallejo Liquid Red Gold:

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Para criar uma sombra sutil nos metais, lavei o modelo com Aqualine Sepia:

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Criando uma sombra bem sutil o que ajuda muito os metais.

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Os detalhes do modelo como as tiras de couro e a pelagem receberam P3 Battlefield Brown, Wash de Army Painter Strong Tone e Drybrush de Ordic Olive nas tiras e Beast Hide na pelagem

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A cabeça ainda ganhou um basecoat de Vallejo Elf Flesh na mandíbula exposta do modelo.

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E um Wash vermelho em tudo:

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Detalhando Tudo

Os metais dourados receberam um Drybrush de Citadel Golden Griffon apenas nas arestas:

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Enquanto que os chifres receberam Dois Drybrushes de Ushabti Bone e Terminatus Stone, completando com um wash de Seraphim Sepia:

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Perceba um outro detalhe na mesma foto: As cicatrizes/tatuagens de bodybuilder do Bloodthirster estão começando a ser preenchidas com Branco Gelo.

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O contraste começa a ficar bem interessante e as marcações ajudam a fazer com que a tinta não borre nada.

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Inspirado no Illidan, concentrei os detalhes apenas no tórax e nas asas.

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Colocando também uma quantidade nos olhos para efeito futuro dramático, hehe.

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O próximo passo da minha idéia é demarcar novamente cada uma das cicatrizes/Tatuagem que pareceu uma boa idéia depois de duas cervejas com Verniz Vitral Turquesa. O motivo disso é que é um composto que depois de seco exibe muito bem ainda a cor que está abaixo dele e isso vai ser importante depois:

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Perceba que legal como o Verniz se acumula nas bordas, criando um degradê natural e um efeito muito interessante.

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E combinando muito bem com a pele roxa.

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Outra coisa interessante é que as demarcações de cicatriz/desenhos BIIIRL ganham bastante profundidade nos lugares onde eu me empolguei e afundei mais o dremel.

A próxima parte foi novamente cobrir cada desenho com isso aqui:

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Isso aqui nada mais é do que o mesmo relevo 3d que eu uso pra fazer água, mas com um pouquinho de tinta fluorescente que acumula luz. Na prática faz isso aqui: Espalha-se a tinta na cicatriz:

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Deixa debaixo duma lâmpada, e apaga a luz:

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WHOHOOO! AGORA SIM temos um Glow legal!

“Mas Marlon, qual a vantagem disso se você não vai jogar no escuro?”

Muito perspicaz de sua parte perguntar isso meu caro leitor, e a resposta é: Cosmético! Só porque é legal! Se você queria um motivo melhor, mais sob controle, maduro e plenamente justificável, você está no blog errado MOWHAHAHAHAHA.

Mas eu divago. Apliquei o relevo 3D em todos os caminhos:

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Em seguida, fui trabalhar nas asas.

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Sem grandes extravagâncias aqui. Apenas um basecoat de P3 Sanguine Base:

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Seguido do Wash de Strong Tone:

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Primeiro Drybrush de Vallejo Dead Flesh:

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E finalizado com o Wash de Vallejo Flesh Tone

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Aproveitei também para destacar os nervos expostos da asa com o Relevo Fluorescente:

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E segui pela mesma receita com o Verniz Vitral

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Finalmente colei com Prego Liquido

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Tapando as falhas na junção modelando mais pelagem com Durepoxi

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E deixei uns dois dias curando tudo.

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Nesse momento já cuidei do machado também, que recebeu metrais similares ao da armadura.

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Embonecando Tudo

Bem da verdade o modelo já está com o grosso dele feito, restando apenas a base e o chicote para terminarmos. Começando pela base, separei essas duas peças de MDF que eu achei na loja de artesanato:

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Colei uma na outra e estava então iniciado um pequeno altar.

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Vou trabalhar com uma idéia de que nosso amigo, estava aprisionado, esquecido, e foi CONCLAMADO para a batalha por um motivo muito bom. (O Lucca rola bem, joga de Mechanicum e tem um Imperial Knight. Motivos plenamente justificáveis).

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Com a base uma vez seca, era hora de fazer o piso. Quis tentar algo diferente. Pra isso, recobri o meio da base com Durepoxi.

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Cortei e acertei as bordas

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E imprimi a textura de Tijolos com esse rolinho aqui, comprado na seção de trabalho com biscuit.

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Foi preciso alguma pressão e alguns testes primeiros, mas valeu a pena!

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Feliz com o resultado, consegui algumas colunas, que eu cortei com o Dremel para dar a impressão de quebradas:

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Apliquei cola

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E finalmente pintei a base com Battlefield Brown de basecoat

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Fechei as coluinas com Durepoxi

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E apliquei Wash preto e Highlights com Corfix Avelã. As colunas e o altar central receberam Vallejo Stoneall Grey, Wash Preto e Drybrush de Terminatus Stone

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Por fim, furei a base com o tamanho do pino de resina em uma das patas do bicho

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Coloquei Prego Liquido
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E estava instalado o demônio em seu altar

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A corrente, Finalmente!

Então vejamos. O Bloodthirster estava aprisionado, e foi invocado mais uma vez para lutar lado a lado com as hostes caóticas que o entoavam. Sendo assim, o chicote dele deveria ser algo mais dramático. Pensei então em fazer um naco da própria corrente amarrado a um pedaço de coluna.

Sem contar que soa TRUE METAL FROM HELL dizer “chicoteei meus inimigos com as correntes da minha prisão”.

Sendo assim, corri até a loja de bijuteria, e comprei material.

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E comecei a dar dinâmica na corrente enrolando ela numa lata de Leite do Arthur, e reforçando, elo a elo com Super Bonder.

E cara, demorou.

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Depois que metade dela estava razoavelmente firme, fiz o outro lado:

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Importante ter a lata com rótulo, pois pra tirar depois só rasgando e cortando o excesso de cola seca com estilete.

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Ao final, fiquei com duas meias correntes soltas com uma resistência bem legal:

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Pintei as correntes e as colunas da mesma maneira que os metais e as pedras nas bases, e então preparei a mão pra receber a arma.

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Agora a parte importante é que a corrente tenha momento, um movimento crível, senão perdi tempo a toa, então fiz o possível para usar e abusar de planos diferentes em cada trecho:

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A corrente precisa se sustentar a longo prazo então colei ela escorada em alguns pontos também:

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Finalizando tudo, algumas gramas na base, colei os chifres nas pontas de cada asa, e finalmente dei o trabalho por terminado!

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Enfim, milhões de agradecimentos ao Lucca pela motivação de por cor em modelo e ao Paulo pela idéia de como fazer. Reports com o Bloodthirster na mesa em breve!

 

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